São Paulo - Em uma década de consumo, não há nenhum registro de malefício à saúde humana ou animal. Segundo um relatório da Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), publicado em 2004, ''as plantas e os alimentos transgênicos derivados delas hoje disponíveis foram julgados seguros para comer e os métodos usados para testar sua segurança foram considerados apropriados''.
Desde o início, houve a preocupação de que os genes ou proteínas transgênicas poderiam causar reações no organismo, como alergias. Para os especialistas, a ausência de efeitos negativos comprova o que já era esperado a partir dos testes preliminares de segurança. Para organizações contrárias aos transgênicos, porém, não há como tirar conclusões, já que os transgênicos não são rotulados na maioria dos casos e não há um monitoramento direto do seu consumo.
''Não consigo imaginar como uma proteína que é digerida como qualquer outra das milhares de proteínas que consumimos diariamente possa trazer algum problema'', diz o agrônomo e geneticista Ernesto Paterniani, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). ''Simplesmente não há base científica para isso. Quando comemos uma folha de alface estamos ingerindo um monte de DNA e proteínas vegetais, além de bactérias e até vírus inteiros. Mas não vi ninguém virar um homem-folha até agora.'' (AE)

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