É preciso vencer o preconceito em sala de aula
Márcio Rodrigo Santos cursa mestrado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) na área de estatística e desenvolve um projeto voltado para a agricultura familiar. Além da ciência agronômica, a matemática é priorizada na pesquisa de Santos. Ele assiste às aulas do mestrado coordenado pelo professor Robinson Hoto para aprender os preceitos matemáticos de otimização linear, que permitirão uma melhora significativa na simulação dos índices agronômicos disponibilizados pelo Iapar e pela Emater, que orientam os produtores. ''A maioria da população desconhece que a matemática está presente no agronegócio, uma das bases da nossa economia'', declara o estudante.
Luciano Ferreira Maia, que leciona matemática há 17 anos, afirma que mudanças metodológicas no ensino da matéria estão sendo adotadas nas escolas para estimular os alunos para a disciplina. O novo Enem, inclusive, irá cobrar dos estudantes questões focadas no raciocínio lógico e relacionadas a questões do cotidiano. Uma das estratégias adotadas por Maia para aproximar a matemática dos alunos é levar gráficos publicados em revistas para interpretação em sala de aula e para mostrar que os números estão presentes no dia a dia, diminuindo o preconceito para a disciplina.
O professor investe ainda em um relacionamento de amizade com os estudantes, para gerar empatia. ''Criar um clima amistoso é fundamental para o aprendizado e para despertar o interesse nos alunos. As gerações anteriores carregam traumas da matemática porque não tiveram boas experiências com os mestres'', salienta. Com bastante dedicação, Maia acredita que está conseguindo mudar esse panorama. ''É gratificante quando encontramos um ex-aluno e ele nos conta que vai se tornar um matemático. Penso que o professor é um profissional capaz de transformar vidas e fico muito feliz quando tenho uma resposta positiva dos estudantes. A sensação é a do dever cumprido'', finaliza. (G.C.)





