A Bayer CropScience acredita que o cenário econômico instável no Brasil não trará problemas para a atuação da empresa em 2016. A Bayer faturou
R$ 5,46 bilhões em 2014 no País, um incremento de 24% frente ao ano anterior. Os números de 2015 ainda não foram revelados, os executivos apenas disseram quem "em reais deve haver crescimento, mas em dólares a situação não é tão favorável".
A atuação da empresa em áreas tropicais deve crescer 34% entre 2011 e 2017. O CEO Global da Bayer CropScience, Liam Condon, comentou com naturalidade encarar um situação recessiva neste momento. "Nossa companhia tem 150 anos e você simplesmente não deixa de investir em tempos difíceis. Continuamos acreditando e abraçando as oportunidades que surgem. O crescimento (econômico) vai voltar. Hoje a situação é volátil e temos que nos adaptar". Condom comentou ainda que os investimentos nos laboratórios da empresa no País "devem beneficiar a agricultura em outras partes do mundo".
O presidente da empresa na América Latina, Eduardo Estrada Whipple, relatou também a "preocupação com a falta de liberação de crédito para os produtores em algumas regiões do País, principalmente no Centro e no Norte".
Em contrapartida, a ministra do Mapa, Kátia Abreu, afirmou que houve um aumento de 30% na tomada de crédito por parte de agricultores entre julho e setembro da safra 2015/16, em relação ao mesmo período do ciclo passado. Admitiu, no entanto, que, devido à crise, as instituições financeiras estão mais restritivas na análise de liberação de empréstimos. "Se bancos, em sua autonomia e de forma privada, querem obedecer às regras de Basileia para se tornar mais seguros nos empréstimos, não podemos obrigá-los (a liberar crédito). Eles estão mais exigentes em relação aos empréstimos e isso é uma autonomia dos bancos", complementou. (V.L.)

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