São Paulo - Comprar eletrodoméstico ou eletroeletrônico não é fácil. Como se não bastasse a enorme variedade de marcas e modelos para dificultar a escolha, o consumidor ainda tem de levar em conta, além do preço, se o produto é adequado às suas necessidades, quais os custos de manutenção, o consumo de energia, se há assistências técnicas na região onde mora, o que cobre a garantia, se a instalação do bem requer pessoal especializado.
São cuidados que, na correria do dia-a-dia, nem sempre dá para se ter. Mas são imprescindíveis: uma instalação malfeita por falta de uma leitura atenta do manual de instruções ou sua má manipulação podem acarretar a perda do direito à garantia. É só quando vem o orçamento que o consumidor percebe o prejuízo que teve.
Por isso, cuidado. ''Atente-se sobre a voltagem do produto na hora da compra, evitando que queime, peça para o vendedor testá-lo ainda na loja para não correr o risco de levar pra casa um produto com defeito, confira se ele não possui vício aparente, como riscos e amassados e, se receber o produto em casa, depois, tire-o da embalagem na frente do entregador'', orienta Maria Inês Dolci, da Pro Teste.
Exigir a nota fiscal é outro cuidado fundamental. ''Ela é quem valida o prazo de garantia'', lembra a advogada. Além da nota fiscal, o produto deve acompanhar, obrigatoriamente, um termo de garantia e um manual de instruções, contendo a relação da rede autorizada.
Da nota fiscal deve constar o número de série, a data em que a mercadoria foi adquirida e o valor pago. ''O não fornecimento ao consumidor constitui crime contra as relações de consumo e tributária, uma afronta ao Decreto estadual nº 33.118/91'', diz Maria Inês.
Selos garantem economia - Outro cuidado que o consumidor deve tomar ao adquirir um eletrodoméstico ou um eletroeletrônico é observar se eles trazem alguma certificação. Isso porque, além de indicar que o produto é mais econômico, o selo - compulsório ou não - garante que ele atende aos requisitos técnicos de segurança.
O Procel, do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) - presentes em geladeiras, freezers, condicionadores de ar, fornos e fogões a gás - e o Selo Ruído - obrigatório nos aspiradores de pó, secadores de cabelo e liquidificadores - são os mais comuns.
''Muitas vezes o consumidor adia a troca da geladeira antiga por não ter dinheiro para comprar uma nova, mas se esquece de que a economia de energia que faria pagaria essa diferença'', opina Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu para o Consumo Consciente. A economia que as novas tecnologias proporcionam chega a um quarto do consumo original.

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