Especialista Gestão Pública e integrante do Fórum Desenvolve Londrina, Adelar Antonio Motter avalia que "de forma geral" Londrina não ficou mal no Índice de Cidades Empreendedoras (ICE). "Está no meio do ranking. Certamente temos muito a avançar", afirma. Ele cita o pilar cultura empreendedora como exemplo do que pode ser melhorado. "Londrina está em 15º neste quesito enquanto Maringá está em 2º", ressalta.
Segundo ele, trata-se de critérios subjetivos relacionados ao "ambiente institucional" do município. "É o jeitão da cidade", explica. De acordo com ele, para melhorar a cultura empreendedora, que tem indicadores como índice de criatividade e índice de sonho grande, é preciso liderança. "Muita gente acha que não é possível mudar a cultura. Eu acredito piamente. Muda-se com lideranças que empenhem seus patrimônios moral e intelectual em busca do bem comum."
Ele diz ser necessário fazer um estudo aprofundado para entender as diferenças entre os indicadores de Londrina e Maringá. "Intriga o fato de Maringá se diferenciar de forma tão importante", declara. Ressalta, no entanto, que Londrina tem 200 mil habitantes a mais. "Isso nos traz uma série de informações sociais e econômica que impactam no conjunto da cidade."
Dona da Espaço Juntus, de trabalho colaborativo, e diretora da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Alexandra de Paula Yusiasu dos Santos afirma que o ICE é uma referência mundial e que a Endeavor faz comparações também entre países. "Numa lista de 132 países, o Brasil está em 92º lugar", informa.
Em relação a Londrina, ela considera que o resultado "pode não ser o que se esperava", mas que há pontos positivos. Ter sido incluída no estudo já é um deles. Ela destaca como "curioso" o fato de a cidade, apesar de ser muito jovem, não ter se saído bem em cultura empreendedora e inovação.
Para Alexandra há muitos indicadores cuja melhora não depende do Poder Público. "O londrinense, o cidadão comum, precisa tomar a iniciativa de tornar a cidade um ambiente mais favorável ao empreendedorismo. Temos a responsabilidade de fazer diferente", declara.
Ela concorda com Motter sobre a subjetividade do pilar cultura empreendedora. "É quase uma barreira psicológica que é preciso ultrapassar. Precisamos mudar nosso jeito de pensar", salienta. (N.B.)

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