Para Dane Avanzi, advogado e diretor superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa do consumidor, a Anatel precisa ser mais "enérgica" e exigir mais investimentos para que a telefonia funcione a contento no País. "O serviço carece de investimentos em infraestrutura, mas não só nisso. É preciso investir no básico, porque ainda temos muitas contas sendo impressas com erros pelas operadoras. São milhões, não é normal", conta.
Ele diz que a maioria das queixas se refere a valores cobrados errados, e serviços que não foram solicitados. Para o advogado, o problema é que o Brasil tem pouca competição nesta área. "Estamos nas mãos de poucas multinacionais. O Brasil poderia ter mais players", afirma.
Ele considera que a Anatel é "complacente demais" com as operadoras e que precisa fazer um gerenciamento melhor do serviço. "O fato de lançar o novo portal já sinaliza uma melhora", declara. (N.B.)

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