Além disso, Porto lembrou que é preciso conquistar outros mercados. Um levantamento feito com base em dados de 2006, quando o comércio mundial foi de US$ 610 bilhões, mostra que a participação do Brasil no mercado agrícola mundial foi de apenas 7%. ''É preciso colocar o tema agrícola na agenda'', disse Porto referindo-se à visita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará à Índia nos próximos meses. O país não aparece na lista dos 30 principais compradores de produtos agrícolas do Brasil, apesar de ser um dos mais populosos do mundo. Esse quadro, lembrou o secretário, pode começar a mudar com a aprovação de um acordo sanitário assinado entre os dois países que prevê a venda de frango. Ainda sobre o comércio internacional do agronegócio, outro destaque é o setor de lácteos, vendas que renderam US$ 290,997 milhões no acumulado do ano até julho, crescimento de 169,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. ''O setor de lácteos deve ter nos próximos anos um salto como o verificado nas carnes'', afirmou Porto.
O secretário também lembrou que uma diversificação da pauta de exportações, o que é bom para o País. As vendas de produtos florestais (celulose, papel e madeira), por exemplo, devem render US$ 10 bilhões. Alguns empresários procuraram o governo para avaliar a possibilidade de exportação ração animal. ''Se somos exportadores de milho, farelo de soja, por que não exportar ração?'', disse. De acordo com o secretário, os potenciais compradores da ração brasileira são os 27 países da União Européia e da Ásia. Porto lembrou que os russos têm interesse em abrir em parceria com empresários brasileiros para instalação de empresas processadoras de carne na Rússia, principal comprador de carne do Brasil. De acordo com o balanço do ministério, 90% das exportações brasileiras para a Rússia são do agronegócio. (A.E.)

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