A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) relata que ainda é preciso fazer uma avaliação mais aprofundada do Plano de Defesa Agropecuária (PDA) e, principalmente, analisar como o governo viabilizará - de forma prática - todas as propostas. "O plano fala muito do que está sendo feito ou pensando sobre o que fazer, mas não informa como isso será realizado", explica o médico veterinário do Departamento Técnico e Econômico da entidade, Celso Doliveira.
Para o especialista da Faep, um dos pontos negativos é que o PDA não tratou de forma efetiva da descentralização do sistema de defesa agropecuário, liberando, por exemplo, recursos para os estados e municípios, "já que são eles que efetivamente fazem o trabalho". O Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) também não foi colocado em foco, segundo a entidade. "O aprofundamento na discussão do Suasa é fundamental".
Outro ponto é a questão da participação da comunidade. Em momento algum se fala como os produtores vão participar de forma efetiva das decisões que tratem da defesa agropecuária. Não existe um conselho paritário onde o setor privado possa ajudar nas decisões, contribuir estrategicamente. Isso ainda não está vislumbrado. Acredito que com o tempo e abertura de uma participação maior dos estados e municípios, a gente consiga avançar neste sentido", completa Doliveira.
No que diz respeito ao combate à febre aftosa no País, a ideia é a erradicação da doença com vacina até 2020. "O programa para a erradicação da doença é antigo. Algo que já é alinhado com países da América latina, liderado pelo Brasil, sendo que o prazo para que isso ocorresse era este ano. Não representa nenhuma novidade, são lições de casa que a gente tem que fazer". (V.L.)

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