Preço e qualidade são os grandes atrativos das lojas de roupas seminovas importadas. Se tiver paciência - já que as lojas são imensas - o consumidor pode ‘garimpar’ artigos bons e baratos. O espaço é bem democrático: todas as classes sociais se encontram nos corredores dessas lojas. Um casal de velhinhos procura um paletó na loja da avenida Celso Garcia Cid. Ele experimenta as peças e ela segura nos ombros os artigos escolhidos. ‘‘Comparando com as outras lojas, o preço aqui está muito bom’’, diz Elídia Machado Lázaro, moradora do centro de Londrina, que ajuda o marido a comprar uma roupa. O preço médio dos paletós é R$ 28,00.
Na mesma loja, a zeladora Otília Proença, que mora no Jardim Interlagos, também procurava roupas para a família. Ela disse que já comprou para ela, a filha e a neta na loja da rua Sergipe. ‘‘Os preços são compensadores’’. A balconista Dione Soares Souza, que mora na Vila Amaral, estava atrás de roupas para os sobrinhos. Ela comparou os preços com os de roupas novas. ‘‘Tem loja que vende quatro peças de moleton por R$ 10,00. Só que na primeira lavada, encolhe. Aqui não. Os artigos são bons e já vêm encolhidos’’, brinca.
A professora Érica Maria estava experimentando um casaco até a altura do joelho por R$ 62,00. Acabou comprando dois casacos por R$ 100,00. ‘‘Se mandar um alfaiate fazer, só a mão-de-obra vai custar R$ 50,00’’, calcula a professora. Ela estava na loja da rua Sergipe.
A costureira Cacilda de Souza Guedes endossa que os artigos realmente têm qualidade. ‘‘Minha irmã veio de Marília, comprou um casaco por R$ 35,00. Na cidade dela, o casaco custa quase R$ 200,00. E aqui é coisa boa, não é fajuta’’. Cacilda conta que a patroa de outra irmã, ‘‘que mora em apartamento de cobertura’’, também compra roupa usada. ‘‘Ela compra para os netos, os filhos, manda reformar e o preço ainda compensa’’.
Na loja da avenida Tiradentes, a dona de casa Marjory Barros acompanhada do marido resolveu conhecer o local. ‘‘O preço é bem acessível. É uma opção a mais. Tem para rico, para pobre. E são artigos ótimos’’. Com um blazer azul na mão, a enfermeira Patrícia Prestes procurava roupa para trabalhar. ‘‘O hospital aceita peças azul marinho’’, dizia para a amiga. O blazer de lã custava R$ 18,00. ‘‘O preço é muito bom’’.(C.P.)

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