Imagem ilustrativa da imagem 'É mais simples do que se imagina'
| Foto: Ricardo Chicarelli
"Exportar atualmente é simples e não custa muito", diz a consultora Karina Turbay Schnaid



Exportar atualmente é simples e não custa muito. Pelo menos é o que diz Karina Turbay Schnaid, diretora operacional da Tepcomex Assessoria e Consultoria em Comércio Exterior. "Há alguns anos, a exportação era encarada como algo muito complexo. Para buscar clientes, o empresário tinha de investir em viagens para o exterior", afirma. Hoje, de acordo com ela, é possível conseguir clientes por meio de empresas especializadas bem como participando de feiras aqui mesmo no Brasil.
"É mais simples que o empresário pensa", diz ela. Dá até para exportar pelos Correios. É o Exporta Fácil. Por meio do programa, é possível enviar até 30 quilos de mercadoria ou até US$ 10 mil, de acordo com Karina. Por meio de sua empresa, ela mantém uma rede de contatos no exterior, principalmente nos países do Mercosul. E ajuda os clientes a encontrarem compradores.
De acordo com a diretora, em geral o produto brasileiro é bem aceito lá fora. Principalmente na África. "Uma compradora da Costa do Marfim me disse que pagaria metade do preço se fosse importar roupas da China. Mas compra os nossos produtos porque têm diferenciais e design. Então, apesar de mais caros, vendem melhor."
Ela explica que a exportação mais complicada é a de produtos de origem animal porque precisa de autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Acostumado com a burocracia em torno do comércio exterior, Renan Lourenço Gati, analista de exportação e importação da Ultracomex, também alega que mandar mercadorias para fora é mais fácil do que se imagina. A preocupação maior, de acordo com ele, é com o câmbio. "Com a operação Lava Jato, o Banco Central está mais exigente com as corretoras. O BC determina que elas cobrem mais documentos dos importadores e exportadores." (N.B.)

mockup