É mais seguro ter seguro
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
Com o objetivo de disseminar a cultura do Seguro, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) está numa cruzada pelo Estado divulgando o Programa Viver Seguro no Paraná - Desenvolvimento e Qualidade de Vida. A iniciativa tem como meta despertar na sociedade o espírito de prevenção, de previdência, da preservação do patrimônio, da continuidade das empresas e do bem estar das famílias. O seguro no país representa 3,8% do PIB brasileiro, destes 1,1% corresponde a veículos segurados. ''No Brasil existe mais de setecentas modalidades de seguros'', informa João Elísio Ferraz de Campos, presidente da entidade nacional de seguros e ex-governador do Estado.
Segundo ele, o país ainda está engatinhando em matéria de seguro. ''Alguns países da Europa investem 8,5% de seu PIB em seguros'', informa Ferraz, ao acrescentar que o produto interno destes países são bem maiores do que o Brasil. O último PIB divulgado pelo IBGE em 2007 foi da ordem de R$ 2,59 trilhões, especialistas estimam que este valor seja 5% maior para 2009.
Ferraz informa que o setor de seguros paga anualmente cerca de R$ 30 bilhões em indenizações no Brasil e gera cerca de 200 mil empregos diretos. Só no Paraná, as indenizações pagas pelas seguradoras alcançam o volume de R$ 1 bilhão por ano.
O consultor internacional, Luiz Marins, que a acompanha a comitiva para explanar sobre a questão, explica que empresas internacionais estão deixando de investir na parceria com empresas brasileiras, por falta de seguro. Por isso, a iniciativa da CNSeg prevê também preparar empresas brasileiras para joint ventures (parcerias) com companhias estrangeiras. Segundo ele, este tem sido um dos maiores entraves para investimentos em joint ventures. ''A empresa estrangeira fica sabendo que a fábrica, o depósito, cargas e veículos não estão segurados pela empresa brasileira e acabam não fechando o negócio de parceria'', relata.
Segundo Marins, o Brasil tem se mostrado a bola da vez mesmo após a crise. ''Mas ninguém (empresas estrangeiras) vem para o Brasil sozinho, precisa de parceiros. Os estrangeiros ficam impressionados em ver que as empresas brasileiras não se cobrem de riscos'', argumenta. Segundo Mariz, as empresas estrangeiras, na sua grande maioria, não pertencem a um só empresário, mas a fundos de pensões e de investimentos. ''Estes investidores têm um administrador da empresa e ele exige garantias para fazer parceria em qualquer parte do mundo. Mas de repente, o investidor vê que o Brasil não tem cultura de seguro'', comenta.
Marins e Ferraz fizeram palestra anteontem em Londrina para empresários, jornalistas, representantes de seguradoras, de sindicatos e de cooperativas. Cerca de seiscentas pessoas, entre autoridades e formadores de opinião, de 33 municípios da região de Londrina estiveram presentes na palestra.
O projeto Viver Seguro, segundo Ferraz, atingirá 17 cidades do Paraná. Além de Londrina, o grupo já passou por Ponta Grossa, Cascavel, Guarapuava, Maringá, Apucarana. Para junho, já estão agendadas as cidades de Pato Branco e Francisco Beltrão.


