Curitiba - O País passa por um período de pressão cada vez maior por consumo e crédito abundante. "O crédito é obtido com muita facilidade, inclusive com alongamento do prazo para pagar", disse o professor do curso de Economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Antonio Zotarelli. Segundo ele, isso leva a uma falsa impressão de que o País vive em uma "maravilha".
Para ele, o aumento do número de parcelas que os consumidores vêm realizando mostra a falta de conhecimento sobre os juros. Zotarelli aconselha os consumidores a verificarem as taxas antes de solicitarem um cartão de crédito. Em um cenário atual de inflação crescente, este cuidado deve ser redobrado. Para quem já está endividado, a dica dele é tentar renegociar a dívida com parcelamentos e alongamento do prazo, para evitar ficar inadimplente por muito tempo. Miguel de Oliveira, da Anefac, recomenda o uso de linhas de financiamento mais baratas para quitar a dívida do cartão como o microcrédito que tem taxa de 2% ao mês, o penhor de joias da Caixa Econômica Federal e o crédito consignado com desconto em folha. (A.B.)

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