''É exportar ou morrer'', diz FHC
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quinta-feira, 23 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso definiu, em seu discuso na solenidade de posse do novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, as exportações como prioridade da área. ''É exportar ou morrer'', disse o presidente. Ele lembrou dados citados por Sérgio Amaral de que a capacidade exportadora do País, que corresponde a 8% do PIB, é pequena. Para o presidente, é preciso ter uma balança de comércio positiva.
''É ter a capacidade de ganhar qualidade e ser competitivo e transferir para o setor doméstico o que se ganha com a exportação'', afirmou. Ele aproveitou também para criticar a atuação das agências de classificação de risco. ''Somos os que mais apanhamos porque passamos do nível dos mais fracos e hoje cobra-se tudo com as agências de rating. A cada dia o sarrafo é mais alto, toca sarrafo em cima'', disse.
Segundo ele, esta é uma situação que é preciso enfrentar com coragem e que esta será a postura que irá defender na próxima rodada da Organiz ação Mundial do Comércio (OMC). Fernando Henrique afirmou que é preciso participar das negociações internacionais com firmeza. ''Não há risco para o Brasil. O risco é sentar na mesa e ser incompetente. O risco é não sentar e perder o rumo da história'', definiu. O presidente afirmou que ''bom acordo é o que todas as questões sejam negociadas, que não haja discriminação e que as regras antidumping não seja,m utilizadas como proteção tarifária''.
Criticou também a postura dos grandes países em concederem subsídios a seus produtos. Citou o que definiu como ''um escândalo'' o fato de os países industrializados destinarem US$ 1 bilhão de subsídios para produtos agrícolas. ''É ridículo e inaceitável'', ressaltou.
Autopeças A previsão de déficit na balança comercial do setor de autopeças, que era de US$ 400 milhões no início do ano, caiu para US$ 200 milhões, de acordo com o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotor es (Sindipeças), Paulo Butori. O motivo para redução do saldo negativo é a diminuição das importações em razão da queda no ritmo de produção de veículos no País. Há um mês, o Sindipeças projetava importações de US$ 4,4 bilhões para este ano. Hoje, a estimativa é de um volume importado de US$ 4,2 bilhões. A expectativa de exportações está mantida em US$ 4 bilhões.


