O agricultor Osmair Messias de Souza, de Uraí, afirma que vai colher o tomate apenas para tentar reduzir o prejuízo, que estima chegar em 40%. Porém, ele não usará mão de obra na colheita, o que encareceria ainda mais o processo, e conta que, com outros produtos, terá de perder o que plantou. "Tive de jogar fora a berinjela e o quiabo porque nem por R$ 5 em uma caixa de 12kg eu conseguia vender."

A solução, diz, é diversificar a produção, o que ele fez ao começar a plantar maracujá. "É uma fruta que não cai tanto de preço. Preciso dar uma variada e diminuir a quantidade plantada, porque é difícil continuar a insistir no mesmo produto", revela.

Souza considera que é preciso continuar no ramo, porque há períodos de alta e outros de baixa na remuneração. No momento, porém, mostra-se resignado. "Tem muita oferta e não consigo vender tudo. Parece que o consumo diminuiu pelo momento que o País passa e acho que as pessoas acabam suprindo outras prioridades", cita o agricultor, dono de 7 hectares da Chácara Recanto das Águas. (F.G.)

mockup