É descoberta no
Peru batata mais
resistente às doenças
Agência Estado
O presidente do CGIAR, Ismail Serageldin, que é vice-presidente do Banco Mundial, deverá anunciar no Brasil a descoberta de um novo tipo de batata resistente à ferrugem tardia, pior doença agrícola mundial, que causa perdas de US$ 2,5 bilhões por ano e um custo adicional de US$ 750 milhões em pesticidades a cada ano somente nos países em desenvolvimento.
O novo clone de batata foi colhido por cientistas do Centro Internacional da Batata (CIP), em Lima, no Peru, que é apoiado pelo CGIAR. Segundo a diretora de pesquisas do CIP, Wanda Collins, a meta é ter as novas variedades prontas em cinco anos.
O CGIAR estima que se a doença for controlada através do uso de variedades resistentes de maneira estável, o valor da produção de batata aumentará entre 40% e 50% em muitos dos países produtores na região subsaariana da África. Nas Américas, Europa e Ásia, e especialmente na América Latina, o controle poderá resultar numa significativa redução do uso de pesticidas, do custo ambiental e dos riscos para a saúde dos agricultores.

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