Os produtos vendidos na internet registraram uma deflação de 2% em março. O cálculo é do Provar (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração, da Universidade de São Paulo), que definiu o índice para monitorar a precificação de produtos consumidos de maneira on line. Os produtos e serviços que tiveram seus preços reduzidos no comércio eletrônico foram: viagem e turismo (-8,53%), telefonia (-3,5%), eletroeletrônicos (-3,38%) e CDs e DVDs (-2,01%). A cesta composta apenas por automóveis apresentou deflação de 0,90%.
O e-flation (índice de inflação na internet) também verificou inflação em produtos como: livros (9,12%), perfumaria (6,63%), brinquedos (1,91%), produtos para a casa (0,80%), informática (0,31%) e linha branca (0,05%). Para o professor da USP, Luiz Paulo Favero, da área de Varejo, a deflação pode ser explicada porque os produtos mais vendidos - bens duráveis ou semi-duráveis - pela internet são mais suscetíveis a ciclos sazonais. ''A deflação pode ser explicada porque março não é um período em que há implemento de consumo'', afirma.
Além disso, ele considera que a concorrência é mais acirrada na rede mundial de computadores do que no varejo tradicional. ''A comparação de preços na internet é instantânea, já o mesmo não ocorre no varejo físico'', diz Favero. No ano passado, o e-flation ficou com deflação de 8%. Já entre dezembro e janeiro, o índice foi positivo, de 9%. Em fevereiro, a deflação voltou com 0,51%.
Índice - O índice foi construído com base em uma pesquisa realizada pelo Provar sobre expectativas de consumo na internet. O levantamento apurou, dentro de cada categoria, as lojas virtuais mais procuradas que, se tornaram fontes para a coleta de dados mensais do e-flation. Os itens que compõem a cesta de cada uma das categorias são aqueles que, sendo os mais anunciados entre os sites mais procurados, compõem o que se chama de ''campeões de vendas''.
A aferição da inflação para automóveis nas vendas on-line é elaborada à parte, servindo como fonte de dados os sites das montadoras brasileiras. A cesta é composta pelos modelos mais populares de cada uma destas empresas, uma vez que estes modelos são considerados os mais vendidos.

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