São Paulo - Os DVDs atingiram o recorde de vendas de 1,68 milhão de aparelhos, com crescimento de 56% em 2003, em relação a 2002, enquanto os televisores alcançaram a cifra de 5,29 milhões de unidades, com incremento de 8,84% em relação ao mesmo período. A expansão dos televisores ainda está próxima ao registrado em 2000, informou ontem a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).
O balanço final de vendas da Eletros em 2003 referente ao desempenho da linha branca - imagem e som e eletroportáteis - mostrou uma queda de 2,25% nas vendas, confirmando as estimativas realizadas pela entidade em dezembro, de que o ano deveria fechar com um desempenho negativo entre 1% e 2%.
Em dezembro, as vendas registraram crescimento de 11,97%, comparadas a igual mês de 2002. ''A indústria eletroeletrônica enfrentou forte retração de mercado até outubro, e a recuperação que ocorreu logo depois, no último trimestre de 2003, não foi suficiente para reverter essa queda, conforme já prevíamos na ocasião'', analisa o presidente da Eletros, Paulo Saab.
O balanço da Eletros mostra que a linha de imagem e som foi a que registrou melhor desempenho, puxando a média de vendas do setor para cima. Em 2003, os produtos dessa linha venderam 10% mais do que em 2002, sendo que, em dezembro, o crescimento atingiu 55,43%. ''Este resultado foi puxado pelas vendas de televisores e principalmente de DVDs - este o grande destaque do setor eletroeletrônico no ano passado', afirma Saab.
Na linha branca, o ano encerrou com queda de vendas de 11,51%. Embora as vendas tenham crescido 2,71% em dezembro, não foi possível compensar a retração verificada durante o ano. Já a linha de eletroportáteis fechou 2003 com queda de 5,83% e, em dezembro, o desempenho foi negativo em 5,16%.
Segundo Saab, as vendas de fim de ano foram impulsionadas pelo aumento de crédito ao consumidor, e não pelo aumento de renda ou emprego. Por isso, a Eletros ainda mantém projeções bastante moderadas para 2004.
''Se o PIB (Produto Interno Bruto) crescer em torno de 3,5%, como apontam algumas projeções, o setor pode iniciar um movimento de retomada de vendas e crescer até 4%'', afirma ele. ''Para isso, contudo, é necessário que a economia mantenha o ritmo atual, que haja recuperação da renda e do emprego, e que o governo dê prioridade ao setor produtivo'', concluiu Saab.

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