Dutos vão passar por avenidas para evitar impacto ambiental
Cláudia Lopes
De Londrina
O assistente de planejamento da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Liberato Alvaro Massuci, esteve ontem em Londrina a fim de discutir os locais ideais para a passagem dos dutos de gás natural no município com diretores do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Os dutos vão passar por ruas e avenidas para evitar impactos ambientais.
A Compagás está finalizando a proposta do traçado da rede de distribuição de gás do Norte do Estado, que será apresentada na próxima semana em Londrina e Maringá durante o seminário Gás natural e suas aplicações. Em Londrina, a rede deve contemplar 13 indústrias potenciais consumidoras de gás natural, que são a Hussmann Fast Frio, Eliane, Acumuladores Reifor, Cacique Café Solúvel, Confepar, Irmãos Balan, Cativa, Selmi, Rondopar, Comaves, Dixie Toga, Elevadores Atlas e Milênia.
O traçado, em Londrina, tem duas possibilidades. A rede pode passar ao longo da avenida Dez de Dezembro ou pela BR-445, saída para Curitiba. Vai depender da localização da termoelétrica, disse João Baptista Bortolotti, diretor-presidente do IPPUL. Ele considerou o projeto apresentado pelo técnico da Compagás como sendo de fácil adequação. Não há grandes problemas a serem resolvidos, concluiu.
A versão final do traçado da rede de distribuição do Norte do Paraná, que faz parte do estudo de viabilidade da Compagás, só deve ser concluída em outubro, depois da liberação do EIA/Rima (estudo de impacto ambiental) pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A rede vai ter 200 quilômetros de comprimento, beneficiando Londrina, Maringá, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Jandaia do Sul, Mandaguari, Marialva e Sarandi. O investimento ficará entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões. O gás natural deve chegar ao Norte do Paraná no final de 2002 ou início de 2003, segundo a Compagás.
Na reunião de ontem, João Bortolotti revelou que a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) está analisando duas áreas para a implantação da termoelétrica na cidade: uma próxima à Caninha Oncinha, na zona sul, e a outra perto da Cacique Café Solúvel, na zona oeste. Os técnicos de Curitiba estiveram na cidade na semana passada e ficaram de voltar em 15 dias.
A assessoria de imprensa da Copel afirmou à Folha que a estatal ainda não definiu o município onde será construído a usina, dizendo que a fase ainda é de estudos.
Além de Londrina, a Copel estuda áreas em Cambé e Apucarana. Entre os itens analisados estão a facilidade de acesso, o fornecimento de água para refrigeração e a proximidade da rede de transmissão da Copel para facilitar a integração da usina ao sistema de energia elétrica.
Sócia minoritária no investimento, a Copel montou um consórcio com a empresas Pan American Energie, Teig e Inepar para viabilizar a termoelétrica e deve lançar brevemente uma licitação internacional para definir a empresa que será responsável pela instalação da usina. O prazo de construção da termoéletrica vai variar de 12 a 18 meses.
O gasoduto já está sendo usado como um diferencial para atrair novas indústrias para a região de Londrina, segundo o presidente da Codel, Farage Kouri. Em todas as negociações, colocamos o gás natural como mais um atrativo do município, afirmou.





