Dupont aposta em expansão do Centro de P&D no País
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sexta-feira, 02 de outubro de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Paulínia - A empresa norte-americana Dupont abriu as portas de seu Centro de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) localizado em Paulínia (SP), para anunciar a expansão da planta, atendendo de forma mais eficiente as demandas de mercado da América Latina nos setores de agricultura e nutrição, biociências industriais e impressão flexográfica (para embalagens), que correspondem a 50% dos negócios da companhia no País. O investimento no novo laboratório foi de US$ 8 milhões, que engloba um projeto de expansão iniciado na cidade em 2009, que totaliza US$ 22 milhões. A Dupont começou a atuar no interior de São Paulo em 1980, na época focando apenas no setor agrícola com uma estação experimental. Os trabalhos do laboratório devem iniciar neste trimestre do ano, dependendo do setor.
Quando se trata especificamente da área de agricultura e nutrição, o novo laboratório atende o tratamento de sementes, setor que movimentou no País algo em torno de US$ 600 milhões todo o ano. A expectativa da multinacional é que o laboratório, neste caso, faça análises qualitativas dos processos de tratamento e da performance de sementes. "Será possível realizar testes de novos ingredientes ativos, formulações e estudos diversos envolvendo a cobertura de sementes, passando pela germinação até a medição do vigor das plantas e raízes. Além disso, é possível fazer testes de compatibilidade física e química dos produtos Dupont e outros que estão no mercado. Temos ainda um simulador de chuva, no qual ainda podem ser colocados parasitas, como lagartas criadas em laboratório", explicou o líder do Centro de P&D da empresa, Marcelo Okamura.
A expectativa da empresa - após ter lançado no ano passado um produto de impacto para tratamento de sementes de milho, soja e algodão é que novos lançamentos de fungicidas e inseticidas aconteçam pelo menos dentro de três ou quatro anos. Okamura lembrou da burocracia para se registrar novas moléculas no País. "É um período que, entre o início da pesquisa e testes laboratoriais, gira em torno de seis anos", salientou.
No laboratório de biociências industriais possui uma área de nutrição animal com infraestrutura exclusiva para realizar análises de recuperação enzimática em amostras de rações e também de matérias-primas com o objetivo de identificar a qualidade nutricional dos ingredientes. Já a área de biotecnologia industrial focará também em novos trabalhos para o mercado de biocombustíveis. A empresa trabalha com enzimas empregadas para liberação de açúcares oriundos do bagaço e da palha da cana, que depois serão fermentados para obtenção de etanol de segunda geração. "Estamos inaugurando este mês uma fábrica nos Estados Unidos justamente para trabalhar a possibilidade de produzir esse etanol em larga escala", relata o vice-presidente de biociências industriais na América Latina, John Jansen.
Os representantes da empresa também fizeram questão de salientar que a empresa optou por investir neste momento de retração da econômica do País. "A nossa ideia em expandir nosso centro neste momento é manter a vantagem competitiva no mercado da América Latina em relação aos concorrentes diretos", explicou o diretor de expansão da região, Marcelo Borges. Vale salientar que no ano passado a subsidiária brasileira registrou US$ 2,3 bilhões em vendas no País. A expectativa este ano, é de no máximo equiparar estes números. "Com as oscilações cambiais no País, está complexo saber quanto vamos faturar em dólar", completou.


