Curitiba - As obras de duplicação do trecho de 19 quilômetros da Serra do Cafezal, que fica na BR-116, em Miracatu (SP), devem começar em abril. A concessionária Autopista Régis Bittencourt conseguiu a liberação da Licença de Instalação (LI) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O diretor superintendente da concessionária, Eneo Palazzi, explicou que será duplicado o trecho entre o Km 344 e o Km 363. A extensão total da obra de duplicação é de 30 quilômetros, começando no Km 336,7, em Juquitiba (SP) e terminando no Km 367, em Miracatu, da rodovia Régis Bittencourt. Destes 30 quilômetros, 11 já foram duplicados e estão em operação, entre o Km 336,7 e o Km 344, e entre o Km 363 e o Km 367. As obras dos 19 quilômetros restantes deverão ser realizadas em aproximadamente quatro anos. O investimento total na duplicação é de R$ 700 milhões.
O projeto da obra para o trecho de 19 quilômetros da Serra do Cafezal inclui uma pista com três faixas de rolamento no sentido São Paulo e com duas faixas no sentido Curitiba. O projeto terá ainda 35 pontes e viadutos, que totalizam sete quilômetros, e quatro túneis com extensão total de 1,8 quilômetro. A previsão é utilizar cerca de 100 mil metros volume de concreto e 1,4 milhão de metros cúbicos de volume de terra.
De acordo com Palazzi, como o traçado do trecho a ser duplicado é complexo, metade das obras será feita com a duplicação realizada lateralmente à pista já existente e os outros 50% devem sair do traçado atual.
Conforme o superintendente, a concessionária registra cerca de 500 a 600 acidentes por mês em toda a extensão de 30 quilômetros da Serra do Cafezal.
Antes de iniciar as obras, a empresa terá que cumprir algumas condicionantes como a coleta de amostra de água, a identificação da fauna existente, a coleta de sementes de espécies em extinção e a demarcação das áreas de intervenção para a execução da duplicação.
O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, disse que a entidade vai cobrar que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) exija a execução da obra no menor prazo de tempo possível.
Segundo ele, a duplicação vai trazer mais fluidez no tráfego e mais segurança no transporte, já que hoje há um índice alto de assaltos devido às filas que se formam com frequência na Serra. Malucelli disse que, em condições normais de tráfego, um caminhão demora atualmente cerca de uma hora para percorrer a Serra. Com a duplicação, a expectativa é que este tempo caia pela metade.
O projeto da duplicação foi apresentado ontem na sede do Setcepar, em Curitiba, para representantes da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

mockup