Buenos Aires – O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, confirmou que seu governo anunciará na segunda-feira uma série de medidas econômicas. Estas medidas ficariam prontas a tempo para o desembarque da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Buenos Aires na segunda-feira, e teriam a intenção de proporcionar maior segurança jurídica, além da certeza de que as províncias realizarão o prometido ajuste fiscal. Todas estas, são exigências do organismo financeiro.
Ficaram de fora deste grupo de decisões na área econômica a redução do Imposto de Valor Agregado (IVA), proposta defendida pelo secretário-geral da presidência, Aníbal Fernández, mas abominada pelo ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov. Na queda de braço entre Fernández e Remes Lenicov, venceu o ministro.
Para os analistas, Remes Lenicov conseguiu solidificar sua posição no governo, embora de forma temporária. As medidas ainda precisam do consenso político, que o governo tentará conseguir ao longo deste fim de semana, que promete ser movimentado em Buenos Aires.
Entre as medidas estaria a suspensão da lei de subversão econômica, que foi utilizada neste último mês pela Justiça para processar e até deter diversos banqueiros envolvidos em supostas irregularidades no ‘‘corralito’’, como é conhecido o semicongelamento de depósitos bancários. Outro ponto é a eliminação da lei de falências, que favorecia as empresas endividadas, ao permitir a renegociação dos passivos com os credores. Tanto a existência da lei de subversão econômica como a de falências, são intensamente criticadas.
Além disso, o governo determinaria a retenção de 20% para todas as exportações. Atualmente, a retenção é de 10%, para os produtos agropecuários, enquanto que para as manufaturas é de 5%. No entanto, algumas exportações consideradas cruciais para as economias das empobrecidas províncias do interior, poderiam ter uma redução para 5%.

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