São Paulo - O presidente argentino Eduardo Duhalde prometeu ontem criar 2 milhões de empregos temporários para reduzir o sofrimento da população. No discurso em que abriu o ano legislativo de 2002 no Congresso, o presidente não explicou de onde vai tirar o dinheiro para cumprir esta promessa.
Sem fazer anúncios econômicos importantes, Duhalde fez um diagnóstico negativo da situação argentina e disse que neste momento é preciso construir uma ‘‘nova República’’.
Ele lembrou que assumiu a presidência de um país ‘‘quebrado’’ e ‘‘à beira da anarquia’’. Segundo o presidente, o abismo entre pobres e ricos só cresceu durante a década de 90, enquanto a Argentina era mostrada ao mundo como um exemplo de prosperidade.
Duhalde também defendeu as decisões tomadas nos 60 dias de seu mandato, como a ‘‘pesificação’’ da economia, a liberação do câmbio e o incentivo à produção nacional.
Os projetos para o futuro, segundo o presidente, incluem a consolidação do Mercosul, a renegociação da dívida externa, a manutenção dos gastos sociais e as reformas políticas e do Judiciário.
Duhalde também pediu solidariedade aos empresários que mais lucraram no país nos últimos anos e incentivou as Forças Armadas a ajudar no combate à pobreza.
Por último, o presidente lembrou que seu governo é de transição e tem como objetivo abrir um novo ciclo para a Argentina.

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