Buenos Aires - Encurralado pelas reações internas ao modelo de liberação dos depósitos bancários congelados desde dezembro, o presidente argentino, Eduardo Duhalde, reuniu-se ontem com o ministro da Fazenda, Jorge Lemes Lenicov, para tratar da flexibilização desse sistema.
A decisão foi tomada na noite de sexta-feira - o primeiro dia de atividades bancárias deste ano e de teste do novo regime cambial. A iniciativa tem a finalidade de aparar as arestas do governo com a população, que ameaça promover novos panelaços, e com os políticos da base peronista, cujas críticas às regras do Banco Central para os saques do dinheiro retido nos bancos indicam a disposição de abandonar o apoio ao governo. O esforço deste final de semana do presidente argentino para manter-se no cargo e para levar adiante seu plano econômico será completado com reuniões com os governadores peronistas na Quinta de Olivos, a residência oficial.
A discussão girará em torno do formato das transferências diretas do governo nacional para as Províncias, a chamada co-participação de impostos, e o acordo final pode determinar se os líderes regionais retiram ou não a sustentação à permanência de Duhalde.

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