Duhalde diz que se acertará com Fundo este mês
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Agência Estado 
Buenos Aires Com a esperança de manter contatos, hoje, com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Brasília, o presidente argentino, Eduardo Duhalde, afirmou ontem, antes de embarcar para o Brasil, que acertará as diferenças entre o governo e os organismos internacionais ainda em dezembro.
''Esperamos que neste mês cheguemos a um acordo.'' Segundo o presidente, ''o FMI pediu uma série de pontos, e estamos cumprindo alguns pré-acordos para conseguir o acordo final''.
Duhalde criticou a Corte Suprema de Justiça de seu país e pediu que os juízes decidam de que lado estão em relação à redolarização dos depósitos. ''A incerteza jurídica não pode continuar'', disse ele. ''O Poder Judiciário tem que ser muito responsável, porque a Argentina está saindo da crise e não podemos por marcha atrás.''
Sobre a fome no país e as ameaças de distúrbios com saques aos supermercados por causa de alimentos, Eduardo Duhalde afirmou que ''não faltam alimentos, mas organização'', e que ''é responsabilidade do Estado que o povo não tenha comida, não dos supermercados''.
O presidente disse que há pessoas ''agitando fantasmas'' sobre os saques e violência do dia 20 de dezembro do ano passado, quando o governo de Fernando De la Rúa caiu e cerca de 30 pessoas morreram durante os distúrbios. Duhalde também pediu que a população argentina ajude as províncias mais necessitadas.


