Duhalde crê que acordo com FMI está próximo
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Agência EFE 
Buenos Aires O presidente argentino, Eduardo Duhalde, assegurou ontem que restam apenas ''dois ou três pequenos empecilhos'' para que seu país feche um acordo de ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em entrevista coletiva, Duhalde disse esperar que com a viagem, ontem, do ministro da Economia, Roberto Lavagna, aos Estados Unidos essas divergências sejam superadas.
''Estamos na última etapa e acho que será concluída com êxito'', destacou, depois de insistir que ''esta negociação é a mais extensa da história do FMI''.
Lavagna se unirá à delegação de técnicos argentinos que já se encontra em Washington para manter conversações com autoridades do Fundo Monetário.
A Argentina busca há mais de dez meses assinar um acordo que lhe permita reprogramar as dívidas de cerca de US$ 18 bilhões que tem com o FMI e outros organismos internacionais, e que têm vencimentos que vão deste ano ao final de 2003.
A delegação argentina negociará contra o relógio diante do risco de que o país não consiga pagar os US$ 809 milhões que deve ao Banco Mundial (Bird) e que vencem amanhã.
A respeito desse vencimento, Duhalde disse que ''não há nenhuma decisão'' definida e destacou que Lavagna tem toda sua ''confiança para tomar a decisão que considerar necessária e que for a mais conveniente para o país''.
Diante do iminente vencimento da dívida com o Bird, no governo há um debate sobre a conveniência de recorrer às reservas do Banco Central para não entrar em moratória com os organismos multilaterais.
''O ministro me disse que há diversos mecanismos, que irá explorar o que for mais conveniente para nosso país. Também é preciso ver a evolução do acordo'', disse Duhalde.
E ainda negou que as divergências com o FMI estejam vinculadas ao aumento de tarifas dos serviços públicos que as empresas concessionárias vêm exigindo para compensar as perdas pela desvalorização de janeiro.
Duhalde acha que a principal consequência do fechamento de um acordo com o Fundo Monetário será que a Argentina ''não ficará isolada do mundo'', e disse que também contribuirá à ''incipiente recuperação da economia'' que, na sua opinião, já começou.


