Duchas Corona reabre negociações
Duchas Corona reabre negociações
Milton DóriaAmilcar Yamin, da Duchas CoronaO proprietário da Duchas Corona, Amilcar Yamin, disse ontem à Folha que reabriu negociações com a prefeitura municipal para a instalação de uma unidade industrial em Londrina. Conversei com o prefeito Antonio Belinati anteontem, que ficou de tentar um acordo com o governo do Estado para a vinda da Corona. Yamin, que também é criador de gado Limousin, assistiu ontem a um leilão da raça na 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
No início do mês passado, Yamin informou que a instalação de uma unidade no município era assunto morto e que o projeto havia ficado inviável financeiramente. A revelação foi feita à Folha através de um empresário da cidade, que é amigo do industrial. Na ocasião, Yamin se recusou a conceder entrevista, preferindo dar a informação através do amigo empresário.
Yamin explicou, ontem, que havia desistido de construir a fábrica na cidade por não ter conseguido um acerto com o governo do Estado. Os benefícios que o Estado nos forneceu são incompatíveis com o projeto, disse. Ele afirma que o projeto é o mesmo. O investimento é de R$ 30 milhões.
Se construída, a unidade de Londrina deverá produzir chuveiros, além da linha branca. Segundo Yamin, a geração de empregos é de mil funcionários a partir do segundo ano de funcionamento.
A negociação para a construção da unidade da Duchas Corona em Londrina começou no final de 1995. Depois de uma série de reuniões com a prefeitura de Londrina e o governo do Estado para discutir isenções fiscais e benefícios, a empresa pediu, em maio de 1996, prazo de 30 dias para decidir se instalaria ou não a fábrica na cidade. Em junho, a Duchas Corona enviou fax à prefeitura pedindo prorrogação do prazo, sem marcar nova data para seu pronunciamento.(C.L.)





