A Comtrafo iniciou a construção de duas unidades fabris. A primeira obra, que deverá ser entregue no próximo mês, tem 1,5 mil metros quadrados e será utilizada para ampliação da capacidade produtiva. A outra - que será entregue até o final do ano - será usada para fabricação de corda de silício, componente dos transformadores. Esta será uma empresa independente que também atenderá outros fabricantes. O grupo tem dez unidades espalhadas por Cornélio Procópio: entre a indústria e prestadores de serviços com atuação na recuperação e retrofit de transformadores e dijuntores de alta tensão e uma caldeiraria (terceirizada).
No entanto, para viabilizar a logística da empresa, a intenção é unificar todas estas unidades em uma única planta mas, para isso, os empresários dizem que seria necessário um terreno de cerca de 300 mil metros. A indústria teria 20 mil metros de construção, sem contar todo o prédio administrativo. Neste caso seriam gerados mais de mil empregos. ''Estamos construindo essas duas novas unidades porque temos muita demanda. Mas falta infra-estrutura na cidade, temos que nos instalar em uma área com zoneamento pré-definido'', diz Irineu Minato, diretor administrativo e financeiro do grupo. A empresa, informa,estuda propostas de transferência para outros municípios e até estados.
Somente a indústria emprega 320 pessoas, enquanto o grupo todo tem quase 500 funcionários. Mas os empresários ainda enfrentam um outro gargalo: a falta de mão-de-obra qualificada. A atividade industrial e a legislação trabalhista exigem esta capacitação e, por isso, há dificuldades para encontrar profissionais aptos. Nem mesmo os convênios com a Universidade Tecnológica Federal conseguem suprir a carência de mão-de-obra. (F.M.)

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