Visando unificar as necessidades do mercado e as dos novos profissionais, os reitores das universidades que participaram da pesquisa se mostraram interessados em discutir os resultados do trabalho dentro das instituições para, posteriormente, elaborar possíveis soluções junto às empresas.
  A reitora da Universidade Norte do Paraná (Unopar), Wilma Jandre Melo, adiantou que vai apresentar o material referente à instituição para ser estudado pela coordenadoria de avaliação da diretoria de planejamento. ‘‘Serão tratados tanto os pontos fracos quanto os fortes, já para o planejamento do ano que vem’’, disse. ‘‘A pesquisa é muito interessante porque a universidade tem que ser sempre muito proativa. Será um ganho para ambas as partes’’, acrescentou.
  Segundo a reitora, para ocorrer melhor interação, o mercado tem que estar aberto para receber a universidade e ela em entender esta demanda, visto que são duas realidades diferentes. ‘‘A academia trabalha com o tempo de formação e o mercado já quer receber um estagiário pronto para as suas necessidades, sendo que o objetivo de as empresas receberem os estagiários é justamente oportunizar experiência dentro da sua formação de curso.’’
  Escutar a comunidade acadêmica e levar os anseios para discussão junto ao Núcleo de Desenvolvimento Empresarial é uma das opções também apontadas pela reitora em exercício da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rosangela Marques Busto, como uma maneira de integrar as duas realidades.
  ‘‘Num primeiro momento é necessário analisar os dados de forma adequada e principalmente tirar o preconceito de separar o que é a academia e o que é o mercado de trabalho’’. Segundo ela, a pesquisa é ‘‘interessante’’ no sentido de mostrar que as universidades têm que buscar informações para melhor preparar os acadêmicos para o mercado de trabalho.
  O reitor do campus local da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Charles Vezozzo, também vai indicar, primeiramente, a análise interna dos dados para tentar diminuir a falta de conexão da academia com as empresas e conscientizar os jovens para terem proatividade com relação ao mercado.
‘‘Quando acontecem ações como esta, que unificam instituições de ensino e entidades, Londrina e região saem ganhando porque a iniciativa ocorre por um bem comum’’, relatou.
  Ele admitiu que os resultados não foram surpresa porque outras pesquisas mostram esta dificuldade de inserção do aluno e informou que a universidade já está implantando um núcleo de empregabilidade em vários campi e uma série de outras ações visando auxiliar os alunos nesse processo. (A.V.)

Imagem ilustrativa da imagem Duas realidades e um só objetivo