Duas realidades, antes e depois da porteira
Os investimentos em marketing rural vêm crescendo em valores absolutos nos últimos anos, segundo o presidente da ABMR. No entanto, isso não significa que as empresas que investem em marketing estejam dando mais prioridade à área. As empresas têm gasto um percentual fixo de seu faturamento, mas o valor absoluto vem aumentando porque o PIB do agronegócio tem crescido sistematicamente, avalia Carlucci.
A ABMR só tem dados precisos para a parte do agronegócio conhecida como antes da porteira - insumos, máquinas, serviços, e outros. Em 2001, este setor faturou US$ 10 bilhões, e investiu em marketing US$ 228 milhões.
O agronegócio também incluiu o setor dentro da porteira, que é a produção especificamente, e o setor depois da porteira, que abrange a agroindústria, o comércio e serviços relacionados.
O PIB do agronegócio atingiu US$ 167,8 bilhões no ano 2000, representando 27% do PIB brasileiro, que foi de US$ 595,9 bilhões. Na balança comercial, o setor atinge relevância ainda maior.
Em 2001, o setor teve superávit (exportações menos importações) de US$ 19 bilhões. No mesmo ano, o Brasil teve superávit de apenas US$ 2,6 bilhões.
Para discutir estratégias de marketing rural em um cenário global cada vez mais competitivo, a ABMR estará promovendo em São Paulo, nos dias 11 e 12 de março, o VII Congresso Brasileiro de Marketing Rural. O evento discutirá a criação de marcas fortes para os produtos brasileiros, tanto nos setores de insumos quanto nos de produção agrícola e agroindústria.





