Duas pesquisas apontam vendas abaixo do esperado
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Duas pesquisas divulgadas ontem comprovam o desempenho ruim do comércio no Paraná em junho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas caíram 4,46%. Para a Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), a retração foi ainda maior, de 7,12%, observada em Curitiba e região metropolitana.
De acordo com o IBGE, as vendas do comércio em todo o Brasil caíram 2,05%. Dos 27 estados, 17 tiveram queda. Entre janeiro e julho, o acumulado é de 0,85%. Os setores com menos vendas em relação a junho de 2001 foram os de bebidas e fumo (-7,23%), tecidos, vestuário e calçados (-2,10%), combustíveis e lubrificantes (-1,62%) e hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (-1,92%). O único resultado positivo em junho ocorreu em móveis e eletrodomésticos, com variação positiva de 2,15%.
Segundo análise do economista do Fecomércio, Vamberto Santana, as vendas em função da Copa do Mundo foram baixas. Para ele, a oscilação do dólar, a manutenção da crise na Argentina e a indefinição do quadro eleitoral estão fazendo com que a recuperação do comércio varejista demore mais que o esperado.
Na avaliação do Fecomércio, o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vai benficiar as vendas do comércio. Mas os comerciantes não estavam muito confiantes disso em junho. As compras do setor varejista, indicativo das expectativas de vendas, tiveram queda de 15,43% no mês.
O acumulado de vendas entre janeiro e julho caiu 5,86% em relação ao mesmo período do ano passado. As atividades com melhor desempenho de vendas foram óticas, livrarias e papelarias e farmácias e perfumarias. Os ramos com pior desempenho foram as concessionárias de veículos e autopeças e acessórios.


