Rio de Janeiro - Nos próximos 60 dias, duas novas companhias aéreas vão estrear no mercado doméstico de vôos regulares. WebJet e AirMinas fazem parte de um pacote de nove empresas que serão criadas a partir deste ano e que agregarão, no mínimo, 18 aeronaves ao setor. Isso está sendo possível porque o Departamento de Aviação Civil está tornar mais flexíveis suas normas, após um período de regulação da oferta, determinada em 2003, pela Portaria 243, do Comando da Aeronáutica. Ela limitava novos competidores, oferta de vôos e importação de aeonaves.
A WebJet nascerá com investimento de US$ 10 milhões. Terá como base de operações o Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio. Nos próximos 10 dias, chega o seu primeiro avião, um Boeing 737-300 configurado para 148 passageiros. A novata planeja oferecer oito frequências diárias, ligando o Rio a São Paulo, a Brasília e a Porto Alegre. A empresa já contratou 100 funcionários, mas o objetivo é ter 180, ou 90 empregados por aeronave.
A AirMinas, que tem como sócio o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, já comprou um avião Brasília, fabricado pela Embraer, com capacidade para 30 passageiros. A empresa está negociando outro modelo igual para poder ligar Belo Horizonte a destinos como Patos de Minas, Poços de Caldas e Juiz de Fora, entre outros. Segundo o diretor-geral da empresa, Romeu Prata, o primeiro vôo será realizado em 60 dias.
A empresa de vôos fretados BRA está em fase de homologação para poder operar, também, vôos regulares. O presidente da companhia, Humberto Folegatti, conta que a mudança deverá ocorrer até o fim do primeiro semestre.

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