O núcleo Seab em Ivaiporã, através da Departamento de Defesa Sanitária Animal (DSA), voltou a negociar ontem com líderes dos acampados da Fazenda Corumbataí, mais conhecida como ‘‘7 mil’’. A DSA pretende vacinar o rebanho bovino da fazenda, contra febre aftosa, até o próximo dia 20, prazo máximo estipulado pelo Estado.
Veterinários estiveram ontem na área - que está ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desde abril de 1997 -, mas até o início da noite a Seab não havia confirmado um acordo para encaminhar a vacinação. O chefe do núcleo de Ivaiporã, Richard Golba, garantiu ontem que a imunização do gado da 7 mil vai acontecer nesta semana.
Desde de que o MST ocupou a fazenda, de 5.700 alqueires, em abril de 97, persistem divergências sobre o número de animais existentes nas suas pastagens. Na última vacinação contra aftsoa, em setembro de 2000, peões do MST arrebanharam os animais, durante vários dias, para que depois uma equipe da DSA procedesse a vacinação. Na ocasião, foram imunizadas 1.717 cabeças.
O maior problema, conforme admitem técnicos da Seab, é o gado alongado e arredio, que só mesmo vaqueiros e cerqueiros experientes conseguiriam recolher para vacinação. Porém, a exemplo do que ocorreu nos anos anteriores, o MST não permite a entrada de ex-funcionários ou pessoas contratadas pelo proprietário da 7 mil, Flávio Pinho de Almeida, para fazer o serviço.
Em comunicado publicado na Folha do Paraná/Folha de Londrina, nos últimos dias, o empresário e agropecuarista lembrou que a Fazenda 7 mil tem reintegração de posse decretada pela justiça há 3 anos. Ele pediu ao Governo do Estado a desocupação imediata da área, ‘‘sob o risco de ser responsabilizado por omissão, caso a febre aftosa volte ao Paranᒒ.
No mesmo comunicado, o fazendeiro comprometeu-se a proceder a vacinação total e imdiata de todo o rebanho, que ele estima ser de mais de 5 mil cabeças, se o governo cumprir a reintegração de posse da área.

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