DRT/PR tenta o diálogo em casos de assédio
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terça-feira, 21 de agosto de 2007
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Uma das alternativas que a Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR) adotou para solucionar parte das reclamações de assédio moral que chegam ao órgão é o diálogo entre as partes envolvidas. Segundo Fernanda Matzendacher, coordenadora do Núcleo de Apoio a Programas Especiais da DRT, em caso de denúncia de assédio moral o órgão faz uma reunião com o acusado de estar provocando o assédio, o assediado e um representante da empresa para se chegar a um acordo.
Normalmente tem dado certo porque muitas vezes o assédio não é causado por maldade e sim por falta de informações sobre as regras que regem uma empresa e o comportamento que se deve ter dentro do local de trabalho, disse Fernanda. É um diálogo de orientação, acrescentou ela, e não de punição.
Os casos atendidos pela DRT são de pessoas que estão passando por problemas e querem continuar dentro da empresas, mas em boas condições de trabalho. Outros casos são encaminhados para psicólogos ou Justiça do Trabalho, após triagem. Um tempo depois do atendimento, representantes da DRT ligam para a pessoa que fez a denúncia para saber se o problema realmente foi resolvido.
Fernanda comentou que o número de reclamações sobre assédio moral está crescendo porque as pessoas estão mais informadas sobre o assunto. Informação é muito importante. Tem gente que está trabalhando há anos sob um sistema de opressão e não tem conhecimento do problema, não sabe que aquilo é assédio, destacou a coordenadora do Núcleo. A DRT registrou 350 atendimentos de violência no trabalho de setembro de 2006 até julho deste ano.
Para identificar algumas situações de violência no trabalho, Fernanda apontou os casos em que o chefe persegue o funcionário através de exigências de tarefas, mudança de cargo, de horário ou quando simplesmente entra na sala e não o cumprimenta. De acordo com ela, há também os casos de assédio coletivo. Um dos exemplos dessa forma de agressão é quando o chefe se comporta de forma autoritária com todos os funcionários. Tem chefe que pensa que porque tem algum poder é superior, completou.
Fernanda comentou que por enquanto os atendimentos para casos de denúncia de assédio no trabalho estão acontecendo somente em Curitiba. A DRT pretende implantar em breve postos de atendimentos para esse tipo de problema em algumas subdelegacias do Estado. Apesar disso, os casos de violência no trabalho podem ser encaminhados às subdelagacias do Ministério do Trabalho.
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