DRT promete fiscalizar o recolhimento do FGTS
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quinta-feira, 18 de abril de 2002
Vânia Casado Equipe da Folha 
Curitiba - A Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Paraná vai intensificar a fiscalização contra o crescimento do trabalho informal no meio rural. No meio urbano, o DRT promete intensificar a fiscalização nas empresas que não estão recolhendo o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O DRT vai cruzar as informações com a Receita Federal e com o Instituto Nacional de Securidade Social (INSS), para identificar as empresas que não estão recolhendo os tributos federais.
A informação é de Luiz Carlos Trouche Ramina, que está assumindo o cargo de chefe da Fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná. Ramina é auditor fiscal do Ministério do Trabalho desde 1984 e professor universitário. Ele assume o cargo que era ocupado por Regina Joana Oleski, que ficou no posto de 2000 até agora.
Ramina diz que está disposto a assumir uma linha dura com as empresas que não atenderem à legislação. Ele informa que a fiscalização pretende combater o excesso de informalidade no meio rural e estima que 90% dos trabalhores rurais não tenham carteira assinada. Outro alvo da DRT é o combate ao trabalho infantil, para menores de 16 anos, ainda intenso também no meio rural.
De acordo com Ramina, inicialmente será feito uma campanha de divulgação. Em seguida, a fiscalização será dura, promete. Ele sugere que os empresários da área rural formem condomínios, a exemplo de prédios, para contratação de trabalhadores.
No meio urbano, a DRT está preocupada com a queda no recolhimento do FGTS por parte das empresas. Segundo Ramina, o Ministério do Trabalho está cruzando a base de dados com a Receita Federal e com o INSS para identificar essas empresas. Ele diz que quem não está recolhendo o FGTS também já deixou de recolher o INSS e outros tributos federais há muito tempo.


