Curitiba - A Delegacia Regional do Ministério do Trabalho no Paraná vai intensificar a fiscalização contra o crescimento do trabalho informal no meio rural. No meio urbano, o DRT promete intensificar a fiscalização nas empresas que não estão recolhendo o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O DRT vai cruzar as informações com a Receita Federal e com o Instituto Nacional de Securidade Social (INSS), para identificar as empresas que não estão recolhendo os tributos federais.
A informação é de Luiz Carlos Trouche Ramina, que está assumindo o cargo de chefe da Fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná. Ramina é auditor fiscal do Ministério do Trabalho desde 1984 e professor universitário. Ele assume o cargo que era ocupado por Regina Joana Oleski, que ficou no posto de 2000 até agora.
Ramina diz que está disposto a assumir uma ‘‘linha dura’’ com as empresas que não atenderem à legislação. Ele informa que a fiscalização pretende combater o excesso de informalidade no meio rural e estima que 90% dos trabalhores rurais não tenham carteira assinada. Outro alvo da DRT é o combate ao trabalho infantil, para menores de 16 anos, ainda intenso também no meio rural.
De acordo com Ramina, inicialmente será feito uma campanha de divulgação. Em seguida, ‘‘a fiscalização será dura’’, promete. Ele sugere que os empresários da área rural formem condomínios, a exemplo de prédios, para contratação de trabalhadores.
No meio urbano, a DRT está preocupada com a queda no recolhimento do FGTS por parte das empresas. Segundo Ramina, o Ministério do Trabalho está cruzando a base de dados com a Receita Federal e com o INSS para identificar essas empresas. Ele diz que quem não está recolhendo o FGTS também já deixou de recolher o INSS e outros tributos federais há muito tempo.

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