Londrina é a terceira cidade do País a emitir a nova carteira de trabalho. O Delegado Regional do Trabalho do Paraná, Tércio Alves de Albuquerque, esteve ontem à tarde na cidade para o lançamento do projeto piloto do novo modelo de carteira, que será adotado depois nos outros estados. A solenidade foi realizada na sede da Subdelegacia Regional do Trabalho e contou com a presença do prefeito Antonio Belinati, autoridades e representantes de entidades sindicais de trabalhadores.
Albuquerque afirma que a nova carteira vai diminuir de maneira significativa o número de fraudes, principalmente contra a Previdência Social. Somente na região de Londrina serão beneficiados 122 municípios. Já estão disponíveis vinte mil carteiras, mas a delegacia do Trabalho avisa que o documento atual só deve ser substituído com o preenchimento de todos os espaços da antiga. ‘‘Não é preciso correr para trocar a carteira atual se ela não tiver sido totalmente utilizada’’, diz o delegado.
Uma série de mecanismos de segurança foram adotados. O documento será confeccionado em papel moeda com a linha d’água e o Escudo da República ao fundo. As linhas para assinatura têm adesivo de segurança e a impressão digital volta a constar no documento. As páginas são costuradas para evitar que sejam arrancadas.
Para confeccionar a nova carteira as delegacias do trabalho estão sendo informatizadas. O investimento do Ministério do Trabalho foi de US$ 10 milhões. Os equipamentos, que vão funcionar em rede, estão sendo importados da Alemanha. A estimativa do delegado regional é de que até setembro deste ano todo o País esteja integrado ao sistema.

A partir de agora o processo é todo digital. Até a foto do trabalhador colada na primeira página será substituída. A foto será copiada para o computador e impressa junto com as outras informações.
Estes mecanismos impedem rasuras e a fotocópia do documento. Outra novidade é que o número do PIS (Programa de Integração Social) agora consta no documento e é informação fundamental.
Segundo Tércio Albuquerque, o custo da carteira ficou 60% mais caro do que a antiga. Mas ele destaca que os benefícios do novo sistema com o fim das fraudes trarão um lucro ‘‘inestimável’’. Segundo ele, ‘‘o processo de malandragem para falsificar o documento custará tão caro quanto a sua produção’’, reforça Albuquerque.
O projeto da nova carteira foi elaborado depois de um levantamento realizado pelas delegacias regionais do trabalho em todo o a País para detectar as fraudes. No Paraná os números chegaram a 4.000. ‘‘Fomos os recordistas em descobrir fraudes’’, salienta.

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