Curitiba - A Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT-PR) vai buscar medidas para minimizar as demissões que afetaram os setores madeireiro e avícola no Estado. No ano de 2005, as indústrias paranaenses de madeira demitiram 4.209 trabalhadores e, nos últimos 40 dias, os abatedouros avícolas fecharam 500 postos de trabalho, especialmente na Região Oeste do Estado.
O delegado regional do trabalho, Geraldo Serathiuk, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures, pretendem marcar uma audiência com o governador Roberto Requião no início da próxima semana para relatar a situação do setor madeireiro e sugerir medidas emergenciais.
Serathiuk lembrou que as demissões no setor madeireiro começaram em abril e maio de 2005. Até o final do ano passado, os trabalhadores estavam recebendo seguro-desemprego. De acordo com ele, a falta de renda dos trabalhadores fez aumentar a criminalidade na Região Sul do Estado em cidades como Rio Negro, Palmas, Imbituva e União da Vitória, locais que dependem muito da madeira.
As indústrias deste segmento estão comprando matéria-prima na Argentina porque há um ''apagão florestal'', ou seja, os insumos estão escassos no Paraná. Com isso, as indústrias não conseguem manter os empregos. O delegado defende um plano emergencial social além de um plano florestal para o Estado que deve ser discutido com as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e Indústria e Comércio, além da Emater. De acordo com ele, neste mês, empresas de Arapongas também começaram a dar aviso prévio para os funcionários.
A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) foi procurada pela reportagem mas não deu retorno.
Aves Na segunda-feira, dia 13, a DRT-PR faz uma reunião com trabalhadores e empresários do setor avícola para discutir medidas para minimizar as demissões neste segmento que também está reduzindo salários. ''Vamos fazer um inventário da realidade do setor para verificar as medidas que serão tomadas'', disse Serathiuk.
No mês passado, a C. Vale, cooperativa com sede em Palotina, demitiu 260 funcionários. A Globoaves, de Cascavel, dispensou 50 funcionários nos últimos dias. A Cooperativa Agrícola Consolata (Copacol), de Cafelândia, quer reduzir os salários em 20%. Também há ameaças de demissões na Coopavel de Cascavel e na Lar de Medianeira.

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