Kraw PenasSob controleRoseli Muller, chefe da divisão de emprego e formação profissional da DRT, com pilhas de caixas de carteiras: ‘‘Em dez dias, a situação será normalizada’’A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Curitiba está atrasando as entregas de Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). O documento tem demorado até um mês para ser entregue aos trabalhadores, quando o prazo estipulado pela própria DRT é de dois a 15 dias. O problema tem sido causado pelo aumento da procura pelas carteiras, normal de novembro a abril, e pela lentidão das consultas a informações do trabalhador, feita para evitar fraudes.
Segundo a chefe da divisão de emprego e formação profissional da DRT, Roseli Muller, os problemas já foram resolvidos e as carteiras devem voltar a ser emitidas daqui a dez dias.
Roseli destaca que as empresas podem contratar empregados apenas com o protocolo da CTPS. ‘‘Não faz sentido alguma a queixa de trabalhadores de que deixaram de ser contratados para um emprego porque a emissão da carteira está atrasada. As empresas podem contratar apenas com o protocolo. Todo fiscal do trabalho sabe disso e a empresa que fizer isso não terá qualquer problema’’, diz.
Se na data do recolhimento do FGTS e do PIS a empresa ainda não tiver a carteira do empregado, os depósitos podem ser feitos normalmente na Caixa Econômica Federal. A chefe de divisão da DRT orienta os que precisarem com urgência da carteira a procurarem um dos postos de atendimento nas Ruas da Cidadania, que emitem carteiras do modelo antigo no prazo de dois a 15 dias.
Os trabalhadores que perderam a carteira e precisam de uma segunda via para receber o seguro desemprego, que permanece disponível por apenas 30 dias, também devem procurar as Ruas da Cidadania.
De 20 de janeiro a 31 de março foram emitidas 2.602 carteiras no novo modelo no Paraná. ‘‘O movimento aumentou muito em abril. Tem dia que chegamos a fazer 300 novas carteiras (só para Curitiba)’’, informa Roseli. Nas gavetas da DRT, cerca de 600 carteiras estão prontas aguardando seus donos.
Nos meses de maior procura, são emitidas 27 mil Carteiras de Trabalho no Paraná, considerando os modelos novo e antigo. A DRT, que só emite carteiras do novo modelo, tem atendido diariamente uma média de 140 pessoas interessadas em tirar o documento. Em cada uma das outras cidades paranaenses que estão emitindo a CTPS do novo modelo (Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa) são atendidas 30 pessoas por dia.
A emissão das carteiras modelo novo do interior estão sendo feitas em Curitiba, o que também está dificultando a entrega dentro do prazo previsto anteriormente. Além da impressão do documento, em Curitiba são feitas também as consultas sobre os dados do cidadão que solicita a CTPS. ‘‘Estamos checando principalmente se a pessoa já tem outra carteira’’, diz Roseli. Segundo ela, é frequente uma pessoa ter duas carteiras, podendo com isso receber o seguro desemprego com uma delas, enquanto a outra registra que a pessoa está trabalhando. NA DRT há cinco mil processos em andamento por fraude.
Roseli afirma que um convênio com a Caixa Econômica Federal, fechado esta semana, está possibilitando a colocação de mil cadastros por dia nos computadores do sistema. ‘‘A Caixa está fazendo isto para nós e vamos tirar o atraso em dez dias’’, diz Roseli. Outro causa do atraso é a lentidão das consultas ao cadastro do PIS, que está sendo feita través do Serpro (Sistema de Processamento de Dados do Governo Federal). Outro convênio está sendo acertado para permitir as consultas diretamente pelo sistema de computadores da CEF.
Ontem foram enviadas 300 carteiras do modelo novo para Foz, Cascavel e Ponta Grossa. Anteontem cem carteiras foram expedidas para Londrina.

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