Curitiba A dragagem pontual que será realizada no Canal da Galheta (entrada do Porto de Paranaguá) através de contrato emergencial anunciada pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) requer um estudo sobre o nível de contaminação dos sedimentos retirados do fundo do mar. O professor do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, Marcelo Lamour, disse que é impossível saber a quantidade de contaminação sem a conclusão deste trabalho.
''O corpo científico da universidade ainda não sabe quanto de contaminante é tóxico ou não em Paranaguá. Este trabalho ainda está em estudos que devem ser concluídos em um prazo de três meses'', afirmou. Segundo ele, a resolução 344 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) exige que a destinação dos sedimentos precisa levar em conta o nível de contaminação. Lamour afirmou que sem conhecer quanto o sedimento está contaminado, fica difícil estabelecer o local que será destinado. ''Fica complicado fazer uma dragagem de forma emergencial em Paranaguá'', disse.
Na última segunda-feira, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, anunciou uma dragagem pontual no Canal da Galheta (canal de acesso ao Porto de Paranaguá) com despejo dos sedimentos no mar.
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Secretário Estadual de Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, explicou que os sedimentos da dragagem do Canal da Galheta vão ser confinados no mar de forma provisória e que, um estudo de impacto ambiental vai determinar o local definitivo. Segundo ele, o IAP concedeu uma licença provisória para a Appa apenas para esta dragagem pontual. ''Até o final do ano queremos ter o porto licenciado'', disse.

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