Curitiba - Os serviços de dragagem no Porto de Paranaguá estão sendo retomados esta semana. A empresa de dragagem Bandeirantes, do Rio de Janeiro, está enviando ao litoral paranaense três dragas que farão um serviço simultâneo para reverter a situação precária de assoreamento em que o porto se encontra, disse ontem o diretor da empresa, Ricardo Sudahia. Os serviços vão custar quase R$ 9 milhões que serão pagos com recursos do porto no período de um ano.
A draga Recreio dos Bandeirantes, com capacidade para sugar até 1.350 metros cúbicos de areia já se encontra em Paranaguá. Esse equipamento vai fazer a draga na bacia de evolução e no acesso do Canal da Galheta. A draga Brasil, com capacidade para retirada de 400 metros cúbicos de areia, deve chegar até amanhã se as condições de tempo estiverem melhores, disse Sudahia.
A draga Brasil fará o serviço nos berços de atracação, considerada a parte mais crítica do porto. De acordo com Sudahia, o volume de areia nessa área até não é tão intenso, mas o serviço é delicado para não prejudicar o cais. E a draga Copacabana, a maior delas com capacidade para retirada de até 5 mil metros cúbicos de uma só vez chega a Paranaguá no domingo. Essa draga fará o serviço na área externa do canal. A previsão é que os serviços estejam concluídos antes de junho de 2005, quando encerra o contrato.
Essa dragagem é a preparação do Porto de Paranaguá para uma nova etapa que deverá ocorrer em meados do ano que vem, disse o diretor administrativo do porto, Mario Lobo Filho. Segundo ele, a meta é profundar o canal da Galheta para que o porto tenha capacidade de receber navios graneleiros de até 70 mil toneladas e navios porta contêineres também com capacidade compatível com o comércio internacional. Atualmente o limite dos graneleiros em Paranaguá é de 60 mil toneladas.
A dragagem no Porto de Paranaguá foi retomada após paralisação de um ano, resultado de uma disputa judicial entre a empresa Bandeirantes e o porto.

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