Dragagem no Porto começa segunda-feira
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de agosto de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Começam nesta segunda-feira os serviços de dragagem no Canal da Galheta, acesso das embarcações ao Porto de Paranaguá. De acordo com o superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, a draga holandesa fretada pela empresa Somar - Serviços de Operações Marítimas Ltda. chegou na madrugada de sexta-feira ao litoral paranaense. O serviço, contratado em caráter emergencial a um custo de R$ 15,5 milhões, deve ser concluído em dois meses.
O superintendente assegurou que, apesar do Canal da Galheta não estar, hoje, com a profundidade adequada, a movimentação de navios de grande calado não ficou prejudicada. ''Nós operamos aqui (no Porto de Paranaguá) navios de 90 mil toneladas. Esses navios entram e saem. Não estávamos tendo problemas de navegabilidade'', acrescentou, explicando que as fortes movimentações de maré não teriam afetado a profundidade do canal, mas sua largura.
Para Eduardo Requião, serão necessários investimentos em um futuro próximo para modificar o Canal da Galheta ou criar outros acessos ao porto. Embora o porto tenha contratado pesquisas de fundo do mar feitas por universidades e iniciativa privada, esse seria um investimento do governo federal. ''Nós temos autorização para fazer a manutenção da profundidade, não para fazer aprofundamento. As taxas infra-mar são para cobrir a manutenção. O aprofundamento (do canal) seria investimento federal. E isso acontecerá no ano que vem ou no próximo, inevitavelmente'', projetou.
O que a Appa já está licitando é a segunda etapa de dragagem, que será feita dentro do porto, onde deverão ser investidos quase R$ 30 milhões - R$ 20 milhões de dragagem e R$ 8 milhões ou R$ 9 milhões para implantação de diques de contenção para armazenar o material dragado, atendendo exigências ambientais.
Segundo Requião, uma outra adequação, que também está sendo licitada, é a instalação de cortinas (que fazem a contenção nos berços) com estruturas metálicas para, em uma próxima etapa, poder aumentar a profundidade dos berços de atracação dos navios. ''Se nós tivermos uma companhia aqui dentro e dragas à nossa disposição, nós podemos realizar isso de forma mais competente, mais eficiente e com custos menores'', afirmou o superintendente, referindo-se à proposta de criação de uma companhia paranaense de dragagem. A intenção, adiantou ele, é que essa empresa, que seria aberta à participação da iniciativa privada, seja criada até o final do ano.


