Curitiba - A dragagem de aprofundamento do canal da Galheta, acesso aos portos do Paraná, deve ficar para o primeiro semestre do próximo ano. Apesar de o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, ter anunciado que o serviço seria antecipado para este ano, a elaboração do projeto básico de dragagem e a execução de todo o processo de licitação não devem terminar em menos de sete meses. A informação foi repassada à FOLHA pelo diretor da Secretaria Especial de Portos, Jorge Luiz Zuma Maia.
Ele disse que na próxima semana, diretores do Porto de Paranaguá têm uma reunião marcada em Brasília, na Secretaria de Portos, para levar dados que vão subsidiar a elaboração do projeto básico de dragagem de aprofundamento. Maia disse que esta já é a terceira reunião com os representantes do porto do Paraná. Nos dois primeiros encontros foi discutida a necessidade de serem realizados estudos de vento, maré, correntes marítimas, ondas e assoreamento após a dragagem de aprofundamento. Estes elementos compõem as premissas hidráulica-marítimas para a realização do projeto.
O diretor disse que já recebeu a licença ambiental para a dragagem de aprofundamento emitida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O serviço será realizado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas Maia ainda não soube informar que valor será investido. Isso poderá ser determinado só após o projeto básico de dragagem ficar pronto.
Segundo ele, a dragagem de manutenção deve ficar a cargo da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e será realizada depois do serviço de aprofundamento. A dragagem de manutenção não acontece no porto desde julho de 2005.

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