Foz do Iguaçu - O processo de dragagem de manutenção do Canal da Galheta, via de acesso dos navios ao Porto de Paranaguá, termina hoje. A informação foi confirmada, ontem, pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza, durante a 1 Convenção Hemisférica de Proteção Ambiental Portuária da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Foz do Iguaçu. A partir do fim da dragagem, a empresa Somar (contratada para o serviço) deverá apresentar ainda um exame batimétrico para mostrar as medidas de largura e profundidade do canal para a fiscalização da Appa, então, verificar se está tudo de acordo com o solicitado. Souza ainda anunciou um novo processo de dragagem emergencial em outro canal, dessa vez entre Paranaguá e Antonina.
O Canal da Galheta tem que atingir uma profundidade de 15 metros com uma margem de erro de 30 centímetros. Antes da dragagem, o canal estava raso, dificultando a entrada das embarcações, o que obrigava a Capitania dos Portos a diminuir o calado (parte submersa dos navios) para atracarem em Paranaguá. A demora para o processo de retirada da areia do fundo do mar ocorreu em razão da própria Capitania dos Portos, na época, identificar falhas técnicas e ambientais no projeto sugerido. A dragagem iniciou, com contrato reformulado, em fevereiro deste ano. No futuro, Souza espera que o Canal da Galheta chegue ainda a 16 metros de profundidade. A areia retirada é depositada em alto mar, em uma região autorizada pela Marinha.
''Agora, o Canal da Galheta fica em uma posição confortável. A curto prazo não há necessidade de manutenção'', disse o superintendente da Appa. A obra custou R$ 29,3 milhões. O dinheiro vai sair da contra-partida que o governo estadual terá que pagar à União pelo recebimento da verba de R$ 53 milhões do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Esse dinheiro será usado nas obras de aprofundamento do canal e outros projetos. ''Estamos em fase adiantada para a formatação do convênio. Agora queremos nos debruçar sobre os outros canais'', enfatizou.
Segundo ele, há três pontos críticos, que poderiam dificultar a navegação entre Paranaguá e Antonina. Souza contou que a nova ação começará a ser realizada pela empresa arrendatária - Terminais Portuários da Ponta do Félix - nos próximos 45 dias. ''Já autorizamos essa dragagem emergencial. Há três pontos muito críticos. Serão retirados 500 mil metros cúbicos. A dragagem colocará esse canal em uma situação de operacionalidade plena'', afirmou.
O repórter viajou a Foz a convite da organização do evento

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