DPDC alerta para spray e preservativos
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Das agências 
Brasília - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, divulgou orientações para prevenir os consumidores quanto ao uso de preservativos, espuma artificial e buzina em spray durante o Carnaval. As orientações fazem parte do Calendário de Educação para o Consumo, criado este ano pelo Departamento para prestar esclarecimentos nas datas em que ocorre maior pressão sobre o consumo e contratação de serviços.
De acordo com o coordenador geral de supervisão do DPDC, Vitor Andrade, as orientações para o carnaval tiveram como foco a saúde e segurança dos foliões, principalmente as crianças que são os grandes usuários dos brinquedos com spray. Segundo ele, antes de comprar esses produtos, o consumidor deve verificar a procedência, data de validade e se o produto possui selo do Inmetro, que atesta a sua segurança. Andrade ressaltou que o uso indevido deste selo é uma infração grave que deve ser denunciada aos Procons e órgãos de defesa do consumidor.
Além disso, ressaltou ele, nos produtos que utilizam spray deve ser verificado se possuem CFC (clorofluorcarbono) que contribui para o efeito estufa do planeta prejudicando o meio ambiente. A indústria brasileira, disse o coordenador, não utiliza mais esse insumo e, portanto, recomenda-se aos consumidores para não adquirir produtos que usem esse gás. ''É preciso verificar também nas embalagens se há algum tipo de restrição ao uso em pessoas alérgicas. A informação é fundamental para o bom uso de qualquer produto'', disse.
Quanto aos preservativos, Vitor Andrade disse que são produtos que apresentam níveis muito baixos de rejeição nos testes feitos pelo Inmetro e por isso preocupam bem menos o DPDC. Mesmo assim , é importante observar alguns cuidados como a manutenção do produto em local arejado, verificar a data de validade, origem, identificação do fabricante ou importador e se possui o selo do Inmetro.
Pesquisa - Os brasileiros são quase unânimes em apontar a camisinha como a maneira mais eficiente de evitar a aids, mas boa parte deles tem o hábito de não usá-la na hora de fazer sexo.
Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz revelou que 75% da população sexualmente ativa não usa preservativo em todas as relações sexuais, apesar de a grande maioria (95,9%) citá-lo como principal forma de prevenção contra aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.
O estudo mostrou também que 60% da população entre 15 e 54 anos não costuma usar camisinha com parceiros fixos, e que isso é responsável pelo aumento no número de mulheres casadas portadoras do vírus HIV. Quando a relação sexual é com parceiros eventuais, a relação se inverte: 33% não usa.
Os dados foram registrados a partir de um sistema de monitoramento de aids da fundação (Monitoraids), que cruza dados do Ministério da Saúde com indicadores do Programa Global de Aids no Brasil e da instituição internacional Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que haja 600 mil soropositivos no Brasil.


