Dow AgroSciences investe 10% do faturamento em inovação
A Dow AgroSciences, multinacional com base no estado de Indiana, Estados Unidos, investe cerca de 10% do seu faturamento anual, cerca de US$ 400 milhões, em pesquisas para o desenvolvimento de produtos agroquímicos e sementes geneticamente modificadas. No Brasil, a empresa tem a sede principal em São Paulo e mantém uma estação experimental sediada em Mogi Mirim, no interior do estado, que faz parte de um grupo de 12 centros de pesquisas que a empresa tem no mundo.
Nessa unidade, além do desenvolvimento de novas tecnologias em herbicidas, inseticidas e fungicidas, a unidade conta com o Laboratório de Química Ambiental, no qual pesquisadores monitoram o impacto ambiental de novos produtos. Há uma fazenda experimental, com cerca de 50 hectares, onde se desenvolvem pesquisas em agroquímicos e biotecnologia, além do Laboratório de Regulamentação, em que são realizadas por exemplo análises de resíduos que dão suporte ao processo de registro de produtos no Brasil e em outras partes do mundo.
No País, segundo Ildo Pedro Mengarda, diretor de pesquisa e desenvolvimento de agroquímicos da Dow AgroSciences, são investidos perto de US$ 16 milhões em novos produtos. O custo para se chegar a uma nova molécula é altíssimo, o risco é muito grande, por isso antes de começar o desenvolvimento de um novo produto, há um trabalho de pesquisa enorme para avaliar as necessidades e tendência do mercado. Conforme ele, desde a descoberta de uma nova molécula até seu registro e início de sua comercialização decorre um período de 8 a 12 anos.
Como o mercado está mais exigente e as necessidades cada vez maiores, ele ressalta que as pesquisas recebem cada vez mais investimentos. No início da década de 80, o volume de recursos aplicados para o desenvolvimento de uma nova molécula era na ordem de US$ 23,1 milhões, em 1995 subiu para US$ 150 milhões e em 2009 foi de US$ 256 milhões.
O número de moléculas pesquisadas também aumentou: 52 mil em 1995, 139 mil em 2000 e 250 mil em 2009. O lançamento de moléculas, por sua vez, reduziu: em 2000 foram quatro e em 2009 duas. ''Isso mostra o grau de dificuldade que a indústria tem tido para atender a necessidade do mercado e desenvolver produtos mais eficientes'', frisa Mengarda. Além disso, a dificuldade é ainda maior porque o trabalho com moléculas em potencial é feito prevendo necessidades para daqui 20 anos. A Dow tem como meta lançar um novo ativo por ano, mas atualmente trabalha com um lançamento a cada dois anos. (E.Z.)
* A jornalista viajou a Mogi Mirim para visitar a estação experimental da Dow AgroScience a convite da Andef





