Dossiê sindical explica rombo do Banestado
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quarta-feira, 22 de abril de 1998
Cláudia Lopes 
Representantes de quatro sindicatos de bancários da região norte do Estado reuniram-se ontem, em Londrina, para definir estratégias a fim de tentar esclarecer a população sobre a privatização do Banestado.
O governo fala em rombo mas não explica os valores divulgados até agora. A maior parte dos R$ 2 bilhões que diz precisar para sanear o banco é, na verdade, dívida contraída pelo próprio governo do Estado, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, José Francisco da Silva.
Para tentar obter apoio da sociedade civil, os sindicalistas estão agendando reuniões com Câmaras de Vereadores da região, associações comerciais, associações de moradores, entre outras. Eles também estão elaborando um dôssie com informações sobre as dívidas do Banestado e que será enviado às entidades e imprensa na próxima semana.
Queremos conseguir apoio para que o Banestado continue como banco público, diz Silva. Participaram da reunião de ontem em Londrina sindicalistas locais além de representantes de entidades de Apucarana, Cornélio Procópio e Arapoti.
Silva afirma que seriam necessários R$ 350 milhões para sanear o Banestado. E este dinheiro poderia ser facilmente captado no mercado pelos funcionários do banco, afirma. A inadimplência do Banestado é igual a do resto do sistema financeiro. Mas o governo quer tranformar a dívida mobiliária do Estado em dívida do banco, ele diz.
Segundo o sindicalista, o Banestado frequentemente socorre o Estado. O governo tem uma arrecadação mensal de R$ 230 milhões e gasta R$ 260 milhões. A diferença é custeada pelo banco, diz Silva, que também é funcionário do Banestado. Ao invés de privatizar, o governo deveria moralizar a administração do banco, que deveria prestar serviço para a população e fomentar o desenvolvimento de todo o Paraná, defende o sindicalista.


