Dossiê mostra ligação de empresas do PR e SC
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quarta-feira, 19 de julho de 2000
José Marinho De Curitiba 
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis no Paraná recebeu, ontem, um dossiê sugerindo ligação de empresas paranaenses e de Santa Catarina na adulteração dos produtos. O dossiê foi entregue pelo presidente do Comitê Catarinense de Qualidade dos Combustíveis, Paulo Boamar.
O documento aponta que o suposto dono do prédio onde funciona a empresa paranaense Resibril Tintas, em Campina Grande do Sul, Adriano Vigílio Bazo, seria dono de 66% da empresa de tintas Magna, em Laguna (SC). Esta empresa foi fechada por adulteração.
Embora não tenha conclusão, o presidente da CPI, deputado Durval Amaral, diz que já possui material suficiente para afirmar que existe quadrilha de adulteração no Paraná, com ramificações nos Estados de Santa Catarina e São Paulo.
Adriano Vigílio não compareceu ontem para prestar depoimento. Segundo Amaral, a própria diretora da Resibril, Natalina Sacchi, declarou em sessão anterior ue ele seria dono do prédio. A assessoria de imprensa da Resibril, entretanto, disse que a diretora não fez tal afirmação, que Adriano é funcionário da empresa e que vendeu as ações da Magna.
O irmão da diretora Natalina, Hélio Sacchi, também faltou à CPI. Ele foi convocado como funcionário da Resibril, embora, ainda por meio da assessoria, a empresa negue a ligação. A assessoria disse que Hélio trabalha na Duna Petróleo, em Ponta Grossa. Os dois ausentes foram representados pela diretora da Resibril. Ficou clara a ligação deles com a Resibril, disse Amaral.


