Dos móveis aos smartphones
A Romera, rede de varejo de móveis e eletrodomésticos com sede em Arapongas (Norte), também tem um projeto de expansão arrojado. A marca tem 35 anos no mercado e originalmente começou apenas com a comercialização de móveis. Hoje, 30% das vendas são móveis, 30% eletrodomésticos e os outros 40% se dividem entre outras linhas como utilidades domésticas, celulares, computadores e brinquedos.
No ano passado, o faturamento líquido atingiu R$ 1,2 bilhão e, neste ano, a previsão é chegar a R$ 1,3 bilhão. Hoje, são 208 lojas nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Amazonas e Pará e 4.500 funcionários diretos.
Neste ano, serão nove novas lojas no Mato Grosso, Pará, São Paulo, Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná, além de oito lojas sendo reinauguradas. O investimento total neste ano nas novas lojas e reinaugurações é de R$ 8,5 milhões.
Segundo o diretor executivo do grupo, Julio Lara, em 2016 devem ser abertas de nove a dez lojas. Também está em negociação a aquisição de uma rede da mesma área de atuação da Romera. Caso este negócio se concretize, o número de lojas teria um crescimento de 50%.
"Num ambiente de crise há ameaças e oportunidades. Se focar nas ameaças, você não enxerga as oportunidades", disse. Hoje, a marca tem 22% do mercado de móveis e eletrodomésticos no Paraná e 8% no Brasil. "Se não tem vento, a gente tem que remar. Se for esperar um ambiente favorável para ousar e crescer, não cresce", destacou.
Segundo ele, o segredo é muito trabalho e uma gestão forte em cima dos custos. Lara disse que é importante os donos do negócio não terem vaidades e levarem uma vida simples sem esbanjar, linha que é seguida pela presidente da marca, Tata Romera. Lara enfatizou que, já que a demanda diminuiu, é preciso descobrir algo que atraia o cliente para a loja. "O nosso ponto forte é estar nas cidades do interior dos estados onde o cliente é muito fiel e a concorrência é menor", observou.
A Romera entrou há dois anos no sistema de governança corporativa. E, agora, a meta é tornar a companhia limitada em sociedade anônima de capital fechado.
A marca tem uma fábrica de estofados em Arapongas que produz 12 mil peças por ano, emprega 53 funcionários e atende apenas as lojas da Romera do Paraná. Agora, o projeto é abrir uma fábrica de estofados no Pará e outra no Mato Grosso no próximo ano.
A fábrica de Arapongas também deve ser ampliada e, até março, iniciará a fabricação de colchões com projeção de 12 mil colchões por ano. Para isso, será necessária a contratação de mais 15 ou 20 funcionários. O investimento total, nas fábricas é de R$ 3 milhões. "No futuro, queremos ter uma indústria de estofados e colchões em cada estado que atuamos", contou Lara. Segundo ele, o que motivou a abertura das unidades fabris foi o custo do frete que é caro para este tipo de produto. "Os estofados e colchões são volumosos e leves. Cabem poucos produtos no caminhão, o que torna o frete caro", explicou. (A.B.)





