O ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, disse ontem que o governo está estudando meios de estimular a produção e o consumo do álcool em um programa que ‘‘fuja’’ das práticas antigas do Proálcool, que ele considerou desmoralizado. ‘‘Vamos examinar a possibilidade de recuperar o programa do álcool sem incentivos, sem subsídios, sem favores e nem práticas hospitalares’’.
O ministro não soube responder como o governo poderá incentivar o uso do álcool sem subsídios. Isso porque o barril de álcool é vendido por R$ 70,00 às distribuidoras (segundo dados da Petrobras), enquanto o barril de petróleo custa cerca de US$ 25 no mercado internacional. ‘‘Essa é uma equação que nós temos pela frente’’, admitiu.
O ministro lembrou que atualmente, de cada cinco carros produzidos no Brasil, um é movido a álcool. O produto também é misturado na proporção de 22% à gasolina. Por isso, continuou, é preciso estimular a produção do álcool, já que a perspectiva da indústria automobilística é aumentar o número de carros fabricados no País dos atuais 1,6 milhão para 2,5 milhões no ano 2000.
Dornelles explicou ainda que interessa ao governo incentivar a produção do álcool por três razões: a primeira é que o produto é derivado da cana-de-açúcar, geradora intensiva de mão-de-obra não-qualificada. A segunda é que o Brasil é um grande produtor de cana e a terceira é que o produto é benéfico ao meio-ambiente.

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