O ministro do Trabalho e Emprego, Francisco Dornelles, previu ontem que o crescimento da economia em 4% em 2001 garantirá a geração de 2,3 milhões de novos empregos. A abertura de vagas, portanto, deverá ser superior ao 1,5 milhão necessário para atender à população que ingressa a cada ano no mercado de trabalho.
O ministrou estimou, com base em projeções que atualizam os dados de emprego do Ministério e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, ao fim deste ano, terão sido criados 2 milhões de postos de trabalho formal e informal. Essas projeções, segundo Dornelles, foram feitas com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que, de janeiro a outubro, registrou a abertura de 882 mil empregos formais em todo o País. A pesquisa mensal do IBGE, por sua vez, indica que, nos últimos 12 meses, houve a criação de 775 mil empregos formais e informais nas seis regiões metropolitanas pesquisadas.
O ministro do Trabalho disse que o governo está elaborando um projeto de lei que terá como objetivo tornar mais flexíveis as regras para contratação e o relacionamento entre empregados e empregadores. A idéia, segundo explicou, é abrir espaço para a livre negociação e criar um amparo legal com o objetivo de ‘‘o negociado prevalecer sobre o legislado’’. Ele informou que o governo não insistirá na idéia de modificar o Artigo 7º da Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de férias, licença-gestante e outros.

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