O ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, reuniu-se ontem em São Paulo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), Waldemar Petty Moutinho, e pediu para que o setor reduza a taxa de administração cobrada do comércio pelo uso do cartão. Atualmente as taxas variam entre 2,5% e 5% do faturamento, dependendo do tíquete médio de vendas de cada loja e do risco do negócio que está sendo financiado.
‘‘Com a inflação baixa, não faz sentido que as taxas sejam mantidas nos níveis atuais’’, afirmou Dornelles. Ele acrescentou que o governo não pretende arbitrar um porcentual de taxa de administração e quer que as partes se entendam. ‘‘A administradora de cartão de crédito e a loja são irmãos siameses: um precisa do outro.’’ Para o ministro, o setor não forma um cartel e cada administradora tem a sua política.
Dornelles disse que solicitou à associação das administradoras que entre em contato com as quatro empresas do setor - Visa, Diners, Credicard e Amex - para que seja feito um esforço na redução das taxas.
Há hoje no País cerca de 350 mil estabelecimentos que aceitam cartão. Com a redução, disse o ministro, seria possível atingir dentro de um ano e meio a dois anos cerca de 1 milhão de estabelecimentos. O setor faturou em agosto R$ 2,8 bilhões, com cerca de 19 milhões de cartões.
Segundo presidente da Abecs, já existe um esforço por parte das empresas para se chegar a um consenso sobre as taxas. Moutinho acrescentou que na reunião de ontem o setor explicou para o ministro como funcionam as taxas e quais são os principais componentes. ‘‘Cerca 50% das taxas são tributos’’, afirmou.
Na próxima semana, lojistas do Distrito Federal e a Abecs se reúnem na Secretaria de Direito Econômico (SDE) para discutir os componentes da taxa de administração.

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